Uma estudante de 14 anos de uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre (RS) pode ter a visão comprometida depois de ter sido atingida por um ovo durante trote de alunos do terceiro ano do ensino médio. Isabela Hartmann Rost teve uma lesão no olho direito e precisa ir ao oftalmologista todos os dias para medir a pressão ocular e controlar a inflamação.
Segundo a mãe, Claudia Hartmann, a adolescente, que estuda no primeiro ano do ensino médio, foi atingida na saída da aula, por volta das 12h de quinta-feira, quando estava no canteiro central da avenida em frente ao colégio Anchieta, na espera pelo pai. "Ela ficou muito desesperada porque abriu o olho e não enxergava nada. Meu marido levou ela imediatamente para o Banco dos Olhos", disse a mãe.
Segundo Claudia, a filha não corre risco de perder a visão, mas os médicos alertaram que ela vai precisar de acompanhamento por um bom tempo, já que pode ter um percentual da visão comprometida. "O maior problema foi o medo de perder a visão, ela chegou a ter pesadelos de noite, mas hoje está bem melhor. Nós estamos nos sentindo aliviados", disse a mãe nesta quinta-feira. Além de ir ao médico todos os dias, a menina ainda precisa dormir praticamente sentada, em um ângulo de 45 graus.
Apesar do susto e dos transtornos, Claudia não pensa em tirar a filha da escola. "Até chegamos a pensar nisso, mas ela não quer. Ela tem o namorado que estuda na mesma escola, tem todos os amigos. Está lá desde a primeira série", disse ao reforçar que a menina deseja voltar logo para a escola. O atestado médico termina no dia 20 de março.
A mãe afirmou ainda que, no final de 2012, conversou com a direção do colégio Anchieta para alertar sobre os frequentes trotes promovidos por alunos do terceiro ano. "No ano passado o trote foi ainda pior porque não foi apenas na rua. Os alunos conseguiram entrar dentro da escola, estavam até com os rostos tapados. Eu disse para o diretor que era perigoso". Claudia espera que a escola expulso o aluno responsável por jogar o ovo.
A mãe comentou que tem informações sobre quem é o garoto, mas a escola ainda não confirma a identidade do adolescente. "O fato de ser expulso seria uma medida para dar exemplo para os outros não fazerem o mesmo, de parar com a brincadeira. Acho que seria uma medida educativa", afirmou Claudia. A família ainda registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
Em nota, o colégio Anchieta disse que está tomando providências após o ocorrido. "O fato, sem dúvida, é profundamente lamentável e inaceitável. As avaliações que estão sendo feitas pela direção e o serviços terão como balizamento os princípios e valores da instituição, em geral, e a proposta da Convivência Escolar, em particular, que se pauta por um adequado convívio social. Agredir um colega sempre é um desrespeito aos princípios da convivência humana em qualquer lugar, sendo merecedor dos procedimentos cabíveis que se aplica".
Fonte: noticias.terra.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário