quinta-feira, 14 de março de 2013

Aluna tem visão comprometida após ser atingida por ovo em trote no RS.

Uma estudante de 14 anos de uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre (RS) pode ter a visão comprometida depois de ter sido atingida por um ovo durante trote de alunos do terceiro ano do ensino médio. Isabela Hartmann Rost teve uma lesão no olho direito e precisa ir ao oftalmologista todos os dias para medir a pressão ocular e controlar a inflamação.

Segundo a mãe, Claudia Hartmann, a adolescente, que estuda no primeiro ano do ensino médio, foi atingida na saída da aula, por volta das 12h de quinta-feira, quando estava no canteiro central da avenida em frente ao colégio Anchieta, na espera pelo pai. "Ela ficou muito desesperada porque abriu o olho e não enxergava nada. Meu marido levou ela imediatamente para o Banco dos Olhos", disse a mãe.

Segundo Claudia, a filha não corre risco de perder a visão, mas os médicos alertaram que ela vai precisar de acompanhamento por um bom tempo, já que pode ter um percentual da visão comprometida. "O maior problema foi o medo de perder a visão, ela chegou a ter pesadelos de noite, mas hoje está bem melhor. Nós estamos nos sentindo aliviados", disse a mãe nesta quinta-feira. Além de ir ao médico todos os dias, a menina ainda precisa dormir praticamente sentada, em um ângulo de 45 graus.

Apesar do susto e dos transtornos, Claudia não pensa em tirar a filha da escola. "Até chegamos a pensar nisso, mas ela não quer. Ela tem o namorado que estuda na mesma escola, tem todos os amigos. Está lá desde a primeira série", disse ao reforçar que a menina deseja voltar logo para a escola. O atestado médico termina no dia 20 de março.

A mãe afirmou ainda que, no final de 2012, conversou com a direção do colégio Anchieta para alertar sobre os frequentes trotes promovidos por alunos do terceiro ano. "No ano passado o trote foi ainda pior porque não foi apenas na rua. Os alunos conseguiram entrar dentro da escola, estavam até com os rostos tapados. Eu disse para o diretor que era perigoso". Claudia espera que a escola expulso o aluno responsável por jogar o ovo. 

A mãe comentou que tem informações sobre quem é o garoto, mas a escola ainda não confirma a identidade do adolescente. "O fato de ser expulso seria uma medida para dar exemplo para os outros não fazerem o mesmo, de parar com a brincadeira. Acho que seria uma medida educativa", afirmou Claudia. A família ainda registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Em nota, o colégio Anchieta disse que está tomando providências após o ocorrido. "O fato, sem dúvida, é profundamente lamentável e inaceitável. As avaliações que estão sendo feitas pela direção e o serviços terão como balizamento os princípios e valores da instituição, em geral, e a proposta da Convivência Escolar, em particular, que se pauta por um adequado convívio social. Agredir um colega sempre é um desrespeito aos princípios da convivência humana em qualquer lugar, sendo merecedor dos procedimentos cabíveis que se aplica".

Fonte: noticias.terra.com.br

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