Saúde reduz para 16 a idade mínima para cirurgia de redução do estômago.
O aumento no número de adolescentes com obesidade mórbida no Brasil levou o Ministério da Saúde a reduzir para 16 anos a idade mínima para a cirurgia de redução do estômago pelo SUS.
A dona de casa Josélia Pedrina de Oliveira entrou em um grupo de prevenção à obesidade depois de engordar muito e ter complicações cardíacas.
“O coração acelerava muito. Ele acelerava eu perdia o fôlego, não conseguia falar nada”, lembra ela.
A dona de casa pretende fazer a cirurgia de redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na maioria dos casos, o médico remove de 70% a 85% do estômago. Com a cirurgia, o paciente come menos e tem a sensação de menos fome.
Agora, o Ministério da Saúde pretende reduzir a idade mínima para a cirurgia nos hospitais públicos: de 18 para 16 anos.
O Ministério da Saúde decidiu baixar a idade mínima para a realização de cirurgia de redução de estômago depois que uma pesquisa de orçamento familiar do IBGE revelou que quase 22% dos jovens entre 10 e 19 anos apresentam excesso de peso. Em 1970, este índice não chegava a 4%. Mas, segundo o ministério, a cirurgia só será autorizada nos casos em que há risco de vida.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, Ricardo Cohen, aprova a medida, mas diz que isso vai aumentar as filas de espera.
“Varia de estado para estado. Vai de 4 a 12 anos, então é muito tempo.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que pretende diminuir a espera pela cirurgia: “A intenção do Ministério da Saúde é reduzir inclusive a fila já existente hoje com mais hospitais cadastrados, especializados em fazer esse tipo de cirurgia, e também reduzir cada vez mais a necessidade dessa cirurgia.”
Para o nutricionista Rodrigo Valim, é preciso investir em alimentação saudável e atividade física. A cirurgia em adolescentes deve ser a última opção.
“Aos 16 anos, não creio ser o melhor momento para que essa pessoa escolha uma cirurgia tão drástica como essa, que vai refletir no estilo de vida dele para o resto da vida”, opina.
A medida anunciada nesta quinta pelo Ministério da Saúde entra em vigor em janeiro do ano que vem.
Fonte: g1.globo.com
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