Jovem espancado ao tentar defender mendigo no Rio passa por cirurgia.
O estudante de Desenho Industrial Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, passou por cirurgia neste sábado no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador. O jovem passou por intervenção na face, após ter sido espancado por cinco rapazes, na madrugada desta quinta-feira. Não foi divulgado o estado de saúde do rapaz.
Segundo informações da unidade hospitalar, será divulgado por volta de 16h um boletim médico, que detalhará o procedimento pelo qual Vítor foi submetido.
O estudante seria submetido à cirurgia de reconstrução do rosto. Segundo seu irmão, Vinícius, ele teve o osso da testa esfarelado e fraturas na face, e terá que retirar a pele para colocação de placas de titânio. Os médicos contaram à família que levará pelo menos quatro meses para o rosto de Vítor voltar ao normal.
Prisão preventiva decretada
Nesta sexta-feira, três dos cinco acusados de espancar um mendigo e o estudante de Desenho Industrial Vítor Suarez Cunha, 21 anos, tiveram as prisões temporárias (30 dias) decretadas pela 3ª Vara Criminal da Capital. O universitário foi agredido quando tentava defender morador de rua, espancado por grupo de rapazes no Jardim Guanabara, bairro nobre da Ilha do Governador, na Zona Norte.
Tadeu Assad Farelli Ferreira, 20, e William Bonfim Nobre Freitas, que prestaram depoimento pela manhã na 37ª DP (Ilha), foram presos. Até a noite de ontem, Rafael Zanini Maiolino era considerado foragido.
Os três foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado, que pode gerar pena de 12 a 30 anos de prisão. A polícia ainda tenta identificar os outros dois acusados, identificados pelos apelidos de Geminha e Flin (ou Flávio e Júnior Flin). Segundo o delegado Deoclécio de Assis, Vítor apanhou de quatro acusados, principalmente de Tadeu e William.
“Eles são os principais agressores. O Tadeu foi o responsável pela gravata que derrubou a vítima, enquanto os outros davam socos e pontapés. O Rafael não agrediu, mas impediu que o amigo da vítima o socorresse”, relatou o delegado. O mendigo não foi localizado.
A confusão teria começado porque amiga de Vítor reclamou quando o grupo atirou gelo no mendigo, que passava mal. “O Tadeu falou para ela: ‘Deu sorte que não falou comigo, senão você ia ver’. Quando eles passaram a chutar o homem, Vítor e um amigo tentaram impedir, e as agressões contra ele começaram”, contou Assis, ressaltando que contra Tadeu e William há outros registros de agressão e lesão corporal. Ainda segundo o delegado, os acusados disseram que houve troca de agressões. Porém, eles não apresentavam qualquer ferimento.
Nesta sexta-feira, Luiz Eduardo Gomes Moreira, 18, registrou também ter sido vítima do grupo. Ele alega que apanhou três vezes em dezembro e, na última, teria ficado com cicatriz na testa. “Eles ameaçaram a mim e minha namorada, grávida, para não registramos na delegacia. Eles costumam bater nas pessoas e são violentos”.

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